Fotos de Luana Magrela
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Processo de Criação #07 - Das Glândulas Exócrinas que tem como função a produção de leite
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sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Processo de Criação Saga #06 - Dos Bois meu Boi
Procurando pelo meu Boi Interior, acabei encontrando o trabalho de uma artista chamada Crystal Thomas que cria mosaicos em crânio bovino. Essas imagens chegaram bem próximo do que imagino para a construção do meu boi, pensando no crânio do boi pintado de forma carnavalesca lembrando as máscaras de Clóvis que já pensamos em utilizar como proposta de figurino.
Vejam as imagens da obra dessa artista:
Vejam as imagens da obra dessa artista:
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Segundo Experimento Solo: O Musgo
Fotos do Segundo Experimento Solo: O Musgo, de Samuel Giacomelli, apresentado no dia onze do onze de dois mil e dez às onze horas na programação do Festival Musgo.
Matéria sobre a apresentação no Blog do Coletivo Tamboril
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domingo, 7 de novembro de 2010
Portal MIU cobre a pré-estréia do filme: Quimera sobre Ópio e Pandora
No dia 29/10 às 20h aconteceu a pré-estréia do filme "Quimera sobre Ópio e Pandora" no Auditório Cícero Diniz - Prefeitura Municipal de Uberlândia. Depois do filme Jamile Salomão repórter enviada do Portal MIU conversou com Flávio Citton (Direção, Roteiro, Produção e Edição), Castor e Luana Magrela (Direção de Arte, Produção) e com as atrizes Marina Ferreira e Priscilla Bello do Coletivo Teatro da Margem.
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sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Performance Das Cadeiras na última noite do Jambolada 2010
INTE(G)RAÇÃO
28 de Outubro de 2010, por Palco Fora do Eixo - Sem comentários aindaCom uma média de duas apresentações por dia, o JamboEncena – dentro do Jambolada – conseguiu interagir muito bem com o público. Além da arena central ocupada pela música, tivemos um ponto ocupado pelo Clube de Cinema quase que constantemente e ações do Palco Fora do Eixo ocupando o salão que conectava aqueles dois ambientes aproveitando o fluxo de pessoas e a área externa, usada para descanso, cigarro, respiro e...performances .
Num evento em que não havia intervalo entre uma banda e outra – dois palcos, qunado um para o outro começa – o público optava por circular, tomar um ar e no caminho deparava com apresentações de malabarismo, performances e teatro. Algumas apresentações chegaram a juntar rodas de pessoas que acompanhavam de perto as atividades do PFE naquele momento. Em alguns momentos, mesmo com vergonha e receio, a vontade e a curiosidade do público de participar completou nossas expectativas.
A baixo, um vídeo de um rapaz que estava no público e deu um depoimento sobre sua breve experiência com a Performance das Cadeiras que foi realizada pelo Coletivo Teatro da Margem no domingo.
A experiência foi muito boa e a proposta de integração das artes parece estar cada vez mais estruturada e conquistando seu espaço aos poucos dentro de festivais que consideramos referências para que a proposta das artes integradas ganhe força.
Artur Faleiros
Enxame Coletivo
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terça-feira, 2 de novembro de 2010
Processo de Criação Saga #05 - 30/11/2010
Musica... Instrumentos... um Trem.. pra onde vamos? Nos deparamos com uma "Chegança " em pleno Sertão...Um Trem Caipira com surdos, tamborins, patagonas, saxafone, caixas e trompete.. um cavaquim e um arcodión ...(ainda por vir)
Uma Vaca Profana cantada do agudo ao grave...
Uma Antígona...uma vaca profona...um touro.. um Creonte... e nós em cena...Saimos do lugar???Uma caminhada ou uma subida? Pra onde? Para um sorteio que direciona os atores....
Rumo a bois, rumo a farinha, a uma tourada, a uma lamentação....
Óculos, camisas na cara, cabeças de boi, espingardas de chumbo, o que mais???o que mais cabe???
Adriana Moreira
Uma Vaca Profana cantada do agudo ao grave...
Uma Antígona...uma vaca profona...um touro.. um Creonte... e nós em cena...Saimos do lugar???Uma caminhada ou uma subida? Pra onde? Para um sorteio que direciona os atores....
Rumo a bois, rumo a farinha, a uma tourada, a uma lamentação....
Óculos, camisas na cara, cabeças de boi, espingardas de chumbo, o que mais???o que mais cabe???
Adriana Moreira
Poesia - 24/08/2009 - Em rota: Rio de Janeiro
O homem é um anjo montado num porco
Porco, canalha, estrume... da sua gripe suína
Suína é a lama em que vivem os homens com suas futiliades. Futilidades fruticam flores
Flores, Margaridas amarelas, que se despetalavam lento e suavemente entramos para jantar
Jantar a dois a luz de velas
Veias palpitantes que gritam no impulso de nos dizer que somos mais que criaturas mesquinhas e rancorosas. O sangue quente quer brotar da pele.
Pele, carcaça, distinta de tanta e tanto holocausto de me refazer
PRISCILLA, LUCAS, SAMUEL, JHONATAN, NÁDIA, AFONSO E MARCELLA
E dale compostagem! DAle compostagem porque é preciso ir além.
Além, amém, acém é carne
Carne que sangra um líquido amarelado como a margarida que se despetava, despetalava, despedaçada, descontrolava e ria, ria sem parar
Parar, pensar e começar de novo
De novo, de voto, de voro, de nome, de mente, o piscar do olho que enxerga o limear da fresta fresca. Boca fresca
Fresca tua severa musa
Musa justa de ti mi amore amora doce
Doce escuridão. O colorido da sombra envolvente entorpece os sentidos e
E ai? Serei poético agora.
Agora, passa-se por nós.
Nós somos poéticos.
PRISCILLA, LUCAS, SAMUEL, JHONATAN, NÁDIA, AFONSO E MARCELLA
Porco, canalha, estrume... da sua gripe suína
Suína é a lama em que vivem os homens com suas futiliades. Futilidades fruticam flores
Flores, Margaridas amarelas, que se despetalavam lento e suavemente entramos para jantar
Jantar a dois a luz de velas
Veias palpitantes que gritam no impulso de nos dizer que somos mais que criaturas mesquinhas e rancorosas. O sangue quente quer brotar da pele.
Pele, carcaça, distinta de tanta e tanto holocausto de me refazer
PRISCILLA, LUCAS, SAMUEL, JHONATAN, NÁDIA, AFONSO E MARCELLA
E dale compostagem! DAle compostagem porque é preciso ir além.
Além, amém, acém é carne
Carne que sangra um líquido amarelado como a margarida que se despetava, despetalava, despedaçada, descontrolava e ria, ria sem parar
Parar, pensar e começar de novo
De novo, de voto, de voro, de nome, de mente, o piscar do olho que enxerga o limear da fresta fresca. Boca fresca
Fresca tua severa musa
Musa justa de ti mi amore amora doce
Doce escuridão. O colorido da sombra envolvente entorpece os sentidos e
E ai? Serei poético agora.
Agora, passa-se por nós.
Nós somos poéticos.
PRISCILLA, LUCAS, SAMUEL, JHONATAN, NÁDIA, AFONSO E MARCELLA
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sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Quimera sobre Ópio e Pandora
HOJE às 20:00hs acontece a pré-estréia do filme "Quimera sobre Ópio e Pandora" no Auditório Cícero Diniz - Prefeitura Municipal de Uberlândia.
O filme contou com a participação das meninas do Coletivo no elenco principal - Nadia, Priscilla, Marina e Marcella - e com a figuração de Lucas e Samuel nas cenas filmadas em Guaxupé.
O filme contou com a participação das meninas do Coletivo no elenco principal - Nadia, Priscilla, Marina e Marcella - e com a figuração de Lucas e Samuel nas cenas filmadas em Guaxupé.
Considero esse filme como a primeira incursão do CTM no meio cinematográfico. Que venham muitas mais. Pelo convite de nosso querido Flávio Citton as meninas se entregaram a aventura de atuar para o olhar da câmera. Com certeza uma experiência que ficará marcada na nossa história.
Direção, Roteiro, Produção e Edição: Flávio Citton
Direção de Arte, Produção: Castor, Luana Magrela
Direção de Produção: Gustavo Henrique Ferreira
Fotografia: Leandro Texera, Flavio Citton
Gestão Financeira: Ana Carolina Bucci
Coreografia: Lucas Laender
Assistente de Direção: Castor
Story Board: Matheus Pitti
Still: Luana Magrela, Maco Nagoa, Thiago Carvalho
Elenco:
Direção de Arte, Produção: Castor, Luana Magrela
Direção de Produção: Gustavo Henrique Ferreira
Fotografia: Leandro Texera, Flavio Citton
Gestão Financeira: Ana Carolina Bucci
Coreografia: Lucas Laender
Assistente de Direção: Castor
Story Board: Matheus Pitti
Still: Luana Magrela, Maco Nagoa, Thiago Carvalho
Elenco:
Monique Alves
Nádia Yoshi
Priscilla Bello
Leon de Aguiar
Marcella Prado
Marina Ferreira
Yaska Antunes
Ana Reis
O longa metragem experimental é uma produção local e foi realizado através da Lei Muncipal de Incentivo à Cultura e de inúmeros apoiadores.
A entrada é franca, vamos prestigiar!
Nádia Yoshi
Priscilla Bello
Leon de Aguiar
Marcella Prado
Marina Ferreira
Yaska Antunes
Ana Reis
O longa metragem experimental é uma produção local e foi realizado através da Lei Muncipal de Incentivo à Cultura e de inúmeros apoiadores.
A entrada é franca, vamos prestigiar!
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quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Fotos da Oficina de Viewpoints na Trupe de Truões
Está rolando durante esse mês a oficina gratuita de Viewpoints ministrada pelos membros do Coletivo Teatro da Margem na sede da Trupe de Truões.
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Processo de Criação Saga #04 - Dos Dias que me parecem os primeiros
Sinto que engrenamos.
Depois de empurrar o carro ladeira acima, com tantos desvios, paradas para descanso, e ausência de uns e de outros, me parece que chegou o momento de deixá-lo descer na banguela para a esperada ignição[i] de nosso motor.
E vamos juntos em alta velocidade.
Muita coisa já se encaminha. Sabemos o rumo da corrida, mas ainda não onde vai dar. Ansiamos, vislumbramos paisagens, mas podemos ainda nos surpreender pelo devir, pela curva do vento, pelo subir da maré.
Na conjunção astral desses seres que nos guiam pela mão, no batuque, no canto, ou em professias dramatúrgicas e encenatórias, traçaremos nossa saga. Ainda à espera daquele que nos cobrirá com mantos ou farrapos e daquele que concretizará nossa paisagem cenográfica.
O que temos hoje é uma chegança sonora quem vem a trem em tom de sertaneja congada executada por banda marcial carnavalesca circense, seguida pela revolta da Vaca Profana Antigona, dona de divinas tetas, contra o tirano Touro Creonte de uma manada decadente, a expulsão dos bois da terra a mando do desenvolvimento da Grande Cidade, aquela que sempre muda de figurino, a princesa do triangulo, a mis sertão da farinha podre, a maravilha do cerrado, a serpente do paraíso, onde sucedeu a famosa história da paixão, morte e pseudo-ressurreição de um pobre João de Deus, poeta e relojoeiro, santificado pelos próprios matadores e elevado à categoria de milagreiro com asas de janelas que lhe pesam nas costas, e a vontade de desenterrar o resto de história que cabe a esse sertão esquecido, submerso num deserto de farinha podre.
Para sonhar e ser feliz:
Letra e vídeo da música Vaca Profana.
(Sefundissemos Lucas e Priscilla numa mesma pessoa qual seria o resultado? Lucas+Priscilla=Gal Costa [Diz que não!])
Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas
Segue a "movida Madrileña"
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks
Picassos movem-se por Londres
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horizonte
Bahia, onipresentemente
Rio e belíssimo horiz...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca de divinas tetas
La leche buena toda en mi garganta
La mala leche para los "puretas"
Quero que pinte um amor Bethânia
Stevie Wonder, andaluz
Como o que tive em Tel Aviv
Perto do mar, longe da cruz
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s blues
Mas em composição cubista
Meu mundo Thelonius Monk`s...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Vaca das divinas tetas
Teu bom só para o oco, minha falta
E o resto inunde as almas dos caretas
Sou tímido e espalhafatoso
Torre traçada por Gaudi
São Paulo é como o mundo todo
No mundo, um grande amor perdi
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas, estamos aí
Caretas de Paris e New York
Sem mágoas estamos a...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Quero teu leite todo em minha alma
Nada de leite mau para os caretas
Mas eu também sei ser careta
De perto, ninguém é normal
Às vezes, segue em linha reta
A vida, que é "meu bem, meu mal"
No mais, as "ramblas" do planeta
"Orchta de chufa, si us plau"
No mais, as "ramblas" do planeta
"Orchta de chufa, si us...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Deusa de assombrosas tetas
Gotas de leite bom na minha cara
Chuva do mesmo bom sobre os caretas...
[i] A Ignição é um dispositivo que inflame o fogo. Muitos dispositivos de ignição obtêm sua energia do poder humano dos músculos, mas outros usam a luz solar, a energia química, ou a eletricidade.
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domingo, 24 de outubro de 2010
POESIA - CTM
Floca fauna floca, diante de ti vejo e olho
Olho branco desprovido de pálpebras, no entre abre entre fecha descubra o entre
Entre seus olhos olhar de ti olha para mim diante de você
Você, que está sentado sob essa luz alucinante, ob a lente cortante que reflete e bufa da superfície vermelha
Vermelha e minha tristeza que de tão triste até desconheço sua cor
Quero escrever para ela e dizer toda sua esfera seu texto sua sabedoria de toda escrita quando te respondo
Respondo a sua pergunta? Desculpa, mas nem pra tudo tenho resposta
Resposta simplesmente pra ela ouvi toda sua renovação sua voz estranha sua voz que me diz e me corresponde.
LUCAS E PRISCILLA, 19/11/2009
Rangendo os calcanhares perfurados por si
Si tornar-se pra si, para si então seria o que exatamente?
Seria o ser se este não estivesse esquecido
Esquecido em pontas agudas metálicas
Metálicas estruturas metálicas por onde passo sobre meu ser completamente despido aos meus próprios olhos
Olhos sem pálpebras, seco, caminhando na terra úmida
Úmida na transparência do novo ambiente que me envolve
Envolve simplesmente envolve o embaralhado contigente contingente, continente incontinente, não sei. Qual é a referência que me é dada?
Pelos olhos eu absorvo o que posso. Também pela pele.
Pele fina, frágil, sensível perfuração do prego hostil hostil... hostil... hostil reflexo... substantivo
Substantivo é o nome das coisas. Começa com letra maiúscula ou minúscula. Depende.
Das coisas prego.
CAMILA, LUCAS E PRISCILLA, 15/03/2010.
Olho branco desprovido de pálpebras, no entre abre entre fecha descubra o entre
Entre seus olhos olhar de ti olha para mim diante de você
Você, que está sentado sob essa luz alucinante, ob a lente cortante que reflete e bufa da superfície vermelha
Vermelha e minha tristeza que de tão triste até desconheço sua cor
Quero escrever para ela e dizer toda sua esfera seu texto sua sabedoria de toda escrita quando te respondo
Respondo a sua pergunta? Desculpa, mas nem pra tudo tenho resposta
Resposta simplesmente pra ela ouvi toda sua renovação sua voz estranha sua voz que me diz e me corresponde.
LUCAS E PRISCILLA, 19/11/2009
Rangendo os calcanhares perfurados por si
Si tornar-se pra si, para si então seria o que exatamente?
Seria o ser se este não estivesse esquecido
Esquecido em pontas agudas metálicas
Metálicas estruturas metálicas por onde passo sobre meu ser completamente despido aos meus próprios olhos
Olhos sem pálpebras, seco, caminhando na terra úmida
Úmida na transparência do novo ambiente que me envolve
Envolve simplesmente envolve o embaralhado contigente contingente, continente incontinente, não sei. Qual é a referência que me é dada?
Pelos olhos eu absorvo o que posso. Também pela pele.
Pele fina, frágil, sensível perfuração do prego hostil hostil... hostil... hostil reflexo... substantivo
Substantivo é o nome das coisas. Começa com letra maiúscula ou minúscula. Depende.
Das coisas prego.
CAMILA, LUCAS E PRISCILLA, 15/03/2010.
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terça-feira, 19 de outubro de 2010
poeminhas FRINGE



A todos vocês que nunca viram a Cia. dos Atores...
Você é um fracassado!!! Você é um fracassado!!!
Eu não vi e isso me causou ira!
Paçoca!
Desde sábado que ninguém me liga...
Calma! Conforto e Cultura, é Baby
Escreve isso aí
Estou escrevendo
O que foi que a gente fez!
Isso é uma pergunta?
Assistimos peças boas...
Ora! Isso não é[qui]xiste
Silêncio [luz] respiro penso
Penso novamente
Escute! Escute! chrict (som de mastigar skini)
Ei! Me dá uma bolacha
Só uma ta?
Ãhn Ãhn
Obrigado
E acabo existindo
Não, não acabou não
Não ainda
O fio, o frio, o crime
O quê? Está me consumindo
Sinusite da tristeza
Fome do veto, do VETO!
Não devo ser ético
Sem coerência
Sem valor, não devo ter valor
Afinal, até onde vai...
Vai, vai, vai pro ônibus menina
Ah! A gente entende, né.
Pára de mexer com os outros
Vai pro fim da fila!
Viadagem.
Peido do motorista
O motorista (Ele) ta abraçado com o outro
Deixa...
E vai, a cena.
Interativa!
E não esqueça seus óculos.
Cena 2
(O começo no ônibus)
Ônibus mucho color que anda en el mar caliente.
Caliente! Ai como estoy caliente!
Caliente es el fuego do inferno
Inferno que é barca
Barca do inferno, inferno de Dante.
Dante, gigante, amante do Luís.
Luís Carlos Leite foi excluído do poema
Poema e poemas vou declamar para o motorista.
Motorista de longas jornadas
Jornadas alucinantes comandadas pelo mega-blaster maquiador Coletivo, Dilon.
Dilon, amigão, do tamanho de Iemanjá.
Iemanjá captou a freqüência do meu pensamento.
Pensamento que me leva ao Vale de Lágrimas quando vejo os cabelos de Afonso
Afonso, insano ou santo?
Santo, santo, santo. Santo é o Senhor que nos salva.
Salva, salve, sinta o cinto.
Cinto na bunda do menino mau.
Mau mesmo eram os ratos que ficaram ao lado da igreja em Curitiba.
Curitiba, etc, etc, etc e tal.
Tal qual a garatuja ensandecida.
Ensandecida, eu grito um tempo em que os cantos foram desaparecendo.
Desaparecendo da face da Terra.
Cena 3 Poeminha.
Trinta e um de março de dois mil e nove
Nove patinhos estão dormindo com suas cabeças vermelhas
Vermelhas cerejas suculentas como o cupuaçu do norte
Norte azul que me incendeia
Incendeia minhas idéias cheias de marimbondo
Marimbondo me picou na testa
Testa maldita chegarei até seu cérebro
Cérebro e suas conexões elétricas, sinapses e sinopses
Sinopses, sinos, sinais, silêncio
Silêncio é um desejo, às vezes impossível mas que diz muito
Impossível não terminar aqui.
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