terça-feira, 19 de outubro de 2010

poeminhas FRINGE








A todos vocês que nunca viram a Cia. dos Atores...

Você é um fracassado!!! Você é um fracassado!!!

Eu não vi e isso me causou ira!

Paçoca!

Desde sábado que ninguém me liga...

Calma! Conforto e Cultura, é Baby

Escreve isso aí

Estou escrevendo

O que foi que a gente fez!

Isso é uma pergunta?

Assistimos peças boas...

Ora! Isso não é[qui]xiste
Silêncio [luz] respiro penso

Penso novamente

Escute! Escute! chrict (som de mastigar skini)

Ei! Me dá uma bolacha
Só uma ta?

Ãhn Ãhn

Obrigado

E acabo existindo

Não, não acabou não

Não ainda

O fio, o frio, o crime

O quê? Está me consumindo

Sinusite da tristeza

Fome do veto, do VETO!

Não devo ser ético

Sem coerência

Sem valor, não devo ter valor

Afinal, até onde vai...

Vai, vai, vai pro ônibus menina

Ah! A gente entende, né.

Pára de mexer com os outros

Vai pro fim da fila!

Viadagem.

Peido do motorista

O motorista (Ele) ta abraçado com o outro

Deixa...

E vai, a cena.

Interativa!

E não esqueça seus óculos.

Cena 2

(O começo no ônibus)

Ônibus mucho color que anda en el mar caliente.

Caliente! Ai como estoy caliente!

Caliente es el fuego do inferno

Inferno que é barca

Barca do inferno, inferno de Dante.

Dante, gigante, amante do Luís.

Luís Carlos Leite foi excluído do poema

Poema e poemas vou declamar para o motorista.

Motorista de longas jornadas

Jornadas alucinantes comandadas pelo mega-blaster maquiador Coletivo, Dilon.

Dilon, amigão, do tamanho de Iemanjá.

Iemanjá captou a freqüência do meu pensamento.

Pensamento que me leva ao Vale de Lágrimas quando vejo os cabelos de Afonso
Afonso, insano ou santo?

Santo, santo, santo. Santo é o Senhor que nos salva.

Salva, salve, sinta o cinto.

Cinto na bunda do menino mau.

Mau mesmo eram os ratos que ficaram ao lado da igreja em Curitiba.

Curitiba, etc, etc, etc e tal.

Tal qual a garatuja ensandecida.

Ensandecida, eu grito um tempo em que os cantos foram desaparecendo.

Desaparecendo da face da Terra.

Cena 3 Poeminha.

Trinta e um de março de dois mil e nove

Nove patinhos estão dormindo com suas cabeças vermelhas

Vermelhas cerejas suculentas como o cupuaçu do norte

Norte azul que me incendeia

Incendeia minhas idéias cheias de marimbondo

Marimbondo me picou na testa

Testa maldita chegarei até seu cérebro

Cérebro e suas conexões elétricas, sinapses e sinopses

Sinopses, sinos, sinais, silêncio

Silêncio é um desejo, às vezes impossível mas que diz muito

Impossível não terminar aqui.

Um comentário:

Samuel Giacomelli disse...

Nós somos mesmo muito insanos!
Insalubridade mental em verso coletivo. rs