terça-feira, 19 de outubro de 2010

Oficina de Viewpoints no Ponto de Cultura da Trupe de Truões


A Oficina
O objetivo desta oficina é propiciar aos participantes o contato com a prática dos Viewpoints Físico e Vocais experimentando-os como material concreto para a composição cênica, permitindo que constatem na corporeidade e na relação com o espaço/tempo um caminho seguro para a criação.
Os Viewpoints
(Pontos de Vista) tratam-se de conceitos elaborados originalmente por Mary Overlie durante a década de 70 e propõe uma estrutura para a improvisação da dança com base no tempo e no espaço dividida em seis elementos – Espaço, Forma, Tempo, Emoção, Movimento e História.
Subseqüentemente, seu trabalho influenciou diversas gerações de artistas do teatro. Em 1987, as diretoras Tina Landau e Anne Bogart (SITI Company) encontraram-se quando trabalharam no Repertório Americano do Teatro em Cambridge, (American Repertory Theatre in Cambridge, MA). Nos dez anos seguintes, elas colaboraram extensivamente, experimentando os Viewpoints teatralmente e expandiram gradualmente os seis Viewpoints de Mary Overlie a nove Viewpoints Físicos (Relacionamento Espacial, Resposta Cinestésica, Forma, Gesto, Repetição, Arquitetura, Tempo, Duração E Topografia) e cinco Viewpoints Vocais (altura, volume, timbre, aceleração/desaceleração e pausa).
Passados mais de vinte anos, a prática dos Viewpoints inflamou as imaginações dos coreógrafos, bailarinos, atores, diretores, designers, dramaturgos e escritores. Hoje são ensinados pelo mundo inteiro e usados por muitos artistas do teatro e da dança nos processos de ensaio e treinamento.

Local: Ponto de Cultura da Trupe de Truões
Incrições Gratuitas pelo Link (Clique Aqui) ou direto no Local

quinta-feira, 14 de outubro de 2010


Tem uma pessoa do Coletivo que está em Portugal!
Por acaso têm acompanhado o processo de trabalho?
Tem recebido notícias?
Mande-as também Nádia

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Processo de Criação Saga #03 - Desenterrar

Podemos "desenterrar" uma inocente vítima da ganância e disputa de grupos políticos em certa cidade do Brasil no final dos anos 50?








A primeira fase do projeto Saga... passa pela Antígona que, em nome dos laços de Sangue, desafia o poder do Estado. Poder organizado como o desejava Platão em sua República.

Mas de nada adianta expulsar os artistas da cidade ideal. Eles voltarão para desenterrar seus mortos, pois é preciso lembrar que “o diálogo com os mortos não deve ser interrompido até que desvelem o futuro que com eles foi enterrado" (Heiner Muller)




terça-feira, 5 de outubro de 2010

Processo de Criação Saga #02 - O JULGAMENTO DE UM POETA




VOZ GRAVADA
No ano passado foi julgado na União Soviética o poeta Joseph Brodsky. Aqui estão trechos taquigráficos de seu julgamento.

(Acende-se a luz sobre Paulo e Vianna)

PAULO
Qual é seu nome?

VIANNA
Joseph Brodsky

PAULO
Qual é sua ocupação?

VIANNA
Escrevo poemas. Traduzo. Suponho que...

PAULO
Não interessa o que o senhor supõe. Fique em pé respeitosamente. Não se encoste na parede. Olhe para a corte. Responda com respeito. O senhor tem um trabalho regular?

VIANNA
Pensei que fosse um trabalho regular.

PAULO
Dê uma resposta precisa.

VIANNA
Eu escrevia poemas: julguei que seriam publicados. Supus...

PAULO
Não interessa o que o senhor supõe. Responda porque não trabalhava.

VIANNA
Eu trabalhava; eu escrevia poemas.

PAULO
Isso não interessa. Queremos saber a que instituição o senhor estava ligado.

VIANNA
Tinha contatos com uma editora.

PAULO
Há quanto tempo o senhor trabalha?

VIANNA
Tenho trabalhado arduamente.

PAULO
Ora, arduamente! Responda certo.

VIANNA
Cinco anos.

PAULO
Onde o senhor trabalhou?

VIANNA
Numa fábrica, em expedições geológicas...

PAULO
Quanto tempo trabalhou na fábrica?

VIANNA
Um ano.

PAULO
E qual é seu trabalho real?

VIANNA
Eu sou um poeta. E tradutor de poesia.

PAULO
Quem reconheceu o senhor como poeta e lhe deu um lugar entre eles?

VIANNA
Ninguém. E quem me deu um lugar entre a raça humana?

PAULO
O senhor aprendeu isso?

VIANNA
O quê?

PAULO
A ser poeta? Não tentou ir a uma universidade onde as pessoas são ensinadas, onde aprendem?

VIANNA
Não pensei que isso pudesse ser ensinado.

PAULO
Então como...?

VIANNA
Eu pensei que... por vontade de Deus...

PAULO
É possível ao senhor viver do dinheiro que ganha?

VIANNA
É possível. Desde que me prenderam sou assinado a assinar um documento, todos os dias, declarando que gastam comigo quarenta copeques. Eu ganhava mais do que isso por dia.

PAULO
O senhor não precisa de ternos, sapatos?

VIANNA
Eu tinha um terno. É velho, mas é um bom terno. Não preciso de outro.

PAULO
Os especialistas aprovaram seus poemas?

VIANNA
Sim, fui publicado na Antologia do Poetas Inéditos e fiz leituras de traduções para o polonês.

PAULO
Seria melhor, Brodsky, que explicasse à corte porque não trabalhava no intervalo de seus trabalhos.

VIANNA
Eu trabalhava. Eu escrevia poemas.

PAULO
Mas existem pessoas que trabalham em uma fábrica e escrevem poemas ao mesmo tempo. O que o impediu de fazer isso?

VIANNA
As pessoas não são iguais. Mesmo a cor dos olhos, dos cabelos... a expressão do rosto.

PAULO
Isso não é novidade. Qualquer criança sabe disso. Seria melhor que explicasse qual a sua contribuição para o movimento comunista.

VIANNA
A construção do comunismo não significa somente o trabalho do carpinteiro ou o cultivo do solo. Significa também o trabalho intelectual, o...

PAULO
Não interessam as palavras pomposas. Responda como pretende organizar suas atividades de trabalho no futuro.

VIANNA
Eu queria escrever poesia e traduzir. Mas se isso contraria a regra geral, arranjarei um trabalho... e escreverei poesia.

PAULO
O senhor tem algum pedido a fazer a corte?

VIANNA
Eu gostaria de saber porque fui preso.

PAULO
Isso não é um pedido; é uma pergunta.

VIANNA
Então não tenho nenhum pedido.

(As luzes se acendem sobre os dois, e um foco se acende sobre a atriz.)

TEREZA
Brodsky foi condenado a cinco anos de trabalhos forçados, numa fazenda estatal de Arcangel, na função de carregador de estrume. O poeta tinha vinte e quatro anos.

(Escuridão)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

A CENA É PÚBLICA

Os artistas do Coletivo Teatro da Margem farão participação especial no espetáculo A Cena é Pública do grupo Teatro de Operações do Rio de Janeiro durante o Arte na Praça desse domingo na programação do Primeiro Festival de Teatro Universitário de Uberlândia.
 
Sinopse: utilizando-se de técnicas de circo, dança e teatro, os atores apresentam 6 números itinerantes, na rua, buscando provocar reflexões acerca de nosso cotidiano político-social e questionar o teatro como espetáculo dentro da sociedade do espetáculo

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Canoeiros da Alma na Revista Cavalo Louco


O Coletivo Teatro da Margem teve a honra de ter um artigo publicado na última edição da revista Cavalo Louco da Tribo de Atuadores Ói Nois Aqui Traveiz. Para ler o artigo basta clicar nas imagens.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Processo de Criação Saga #01 - A SAGA NO SERTÃO DA FARINHA PODRE


Nosso novo processo de criação intitulado ‘A saga no sertão da farinha podre’ surge como reflexo da trajetória artística do grupo e sua prática criativa acerca dos Viewpoints. No entanto, a diferenciação está no contexto da criação, saindo do espaço convencional para a rua experienciando no espaço urbano, os princípios presentes nos trabalhos anteriores – os espetáculos “Canoeiros da Alma” e “Elas num Tempo Irrompido” e as performances “Das Cadeiras” e “Corpos que Ficam”. O foco do espetáculo está na relação entre a ordem social vigente e aqueles que estão à margem dessa ordem, abordando a visão que os ditos “marginalizados” têm da cidade.


A produção teatral na cidade de Uberlândia está cada vez mais forte, porém o teatro de rua não é uma prática comum. Entretanto, os espaços urbanos vêm sendo ocupados por grupos de áreas artísticas da dança e das artes performáticas. Nessa perspectiva compreende-se a necessidade de se estabelecer na cidade uma prática de teatro de rua que fundamente sua importância no contexto político, social e cultural.

O acontecimento teatral na rua propicia um contato direto e imediato da população com a obra artística, atingindo pessoas que comumente não teriam contato com o teatro, viabilizando, assim, a formação de público. Além disso, a linguagem do teatro de rua possibilita o deslocamento do espetáculo por diferentes espaços da cidade, alcançando assim, as regiões centrais e periféricas, devido à sua característica inerente de ocupação do espaço urbano.

A própria inserção do espetáculo no ambiente urbano gera uma transformação da percepção das pessoas em relação à organização e funcionalidade da cidade. Além disso, o tema a ser tratado no espetáculo propõe uma reflexão do público acerca da própria estrutura urbana e da relação dos indivíduos com esse espaço. A cidade será abordada pela visão dos ditos “marginalizados” em detrimento daqueles que representam a “ordem” e os “bons costumes”.

Sobre o Processo:

Proposta temática

Nosso espetáculo busca percorrer uma reflexão sobre as cidades e a relação das pessoas para com ela. Pela voz daqueles ditos “os marginalizados” evocamos suas almas permitindo um último lamento, ou rebelião, daqueles que por tanto tempo mantiveram-se calados.

O nome, “A Saga no Sertão da Farinha Podre”, faz referência direta a nossa terra – Uberlândia se localiza numa região do Triângulo Mineiro, que antigamente era conhecida como o sertão (ou Arraial) da farinha podre. Buscamos assim desenterrar esse antigo sertão ainda incrustado (e podre?) e, como artistas dessa terra, o que mais de escondido, morto, ou marginalizado possamos desenterrar nesse novo e moderno sertão chamado Uberlândia;

Proposta dramatúrgica

Luiz Carlos Leite, dramaturgo do Coletivo Teatro da Margem (CTM), trouxe amplas propostas para iniciarmos colaborativamente nossa construção dramatúrgica – a República de Platão, Antígona de Sófocles, e Nossa Cidade de Thornton Wilder foram textos que dialogaram fortemente com nosso tema.

A idéia de desenterrar essas figuras que se esgueiram pela margem da sociedade (mendigos, prostitutas, travestis, profetas de rua, loucos, deficientes) surgiu em relação à obra Antígona, reelaborando a relação de ordem e poder existente no texto. A cena inicial do espetáculo apresentará uma companhia de atores de rua representando a cena em que Antígona enfrenta o déspota Creonte a fim de enterrar o corpo de seu irmão Polinices. Em meio à atuação surge Platão que, defendendo seus conceitos explícitos em A República, intervém banindo os artistas da polis. Então o espetáculo caminha para o inverso de Antígona, os atores expulsos de sua terra, começam a desenterrar pelo caminho as figuras de suas memórias e aqueles que como eles também foram banidos, esquecidos e mortos em nome da boa ordem.

Levantamento de material

Para iniciarmos o processo de construção do espetáculo vários materiais que dialogam diretamente com o tema foram levantados, tais como, o código de postura da cidade de Uberabinha (antigo nome de Uberlândia, no inicio do século XX), pesquisa em jornais e revistas antigos no arquivo público de Uberlândia, álbum de figurinhas sobre a cidade de Uberlândia elaborado por Jorge Thomas, entrevistas com pessoas idosas falando sobre a cidade do passado, a cidade do presente e suas transformações.

Trabalho de sala

A prática de trabalho do CTM para a criação do espetáculo se baseia atualmente no treinamento a partir do método Suzuki, improvisações a partir do trabalho com os Viewpoints, e workshops a partir de questões levantadas pelo diretor, dramaturgo e pelos atores/performers. Como exemplo, um dos primeiros workshops trouxe as questões: O que você artista levaria com você caso fosse expulso de sua terra? E, quem e o que você desenterraria (personagem)?

Saídas para a rua

Depois de um tempo trabalhando unicamente dentro de sala surgiu a necessidade de experimentarmos nossas improvisações na rua. Nossa primeira saída aconteceu de improviso a partir do estímulo de “fuga” – fugir da sala, fugir da policia, fazer uma “teresa”, fugir de onde pra onde?, pegar carona para voltar. Depois outras saídas foram feitas com o objetivo de pesquisar, a partir dos estímulos dos Viewpoints, possibilidades de relacionamento e deslocamento pela cidade.

Intercâmbios e Diálogos

Durante essa primeira fase de nosso processo de criação e levantamento de materiais tivemos duas importantes visitas para o desenvolvimento de nosso trabalho.


A primeira delas foi do grupo gaúcho Tribo de atuadores Ói nóis aqui traveiz com o projeto de circulação do espetáculo “O Amargo Santo da Purificação”, cujo CTM foi parceiro na produção local. Com a presença deste importante grupo de teatro de rua do Brasil foi-nos possível a troca e intercâmbio de práticas e idéias por meio do workshop de teatro de rua ministrado por Paulo Flores e Tânia Farias, da palestra “Ói nóis aqui traveiz, 32 anos: o teatro de rua no Brasil” também apresentada pelos dois, e do trabalho prático com os atores da Tribo dentro de um dos encontros do CTM.


A segunda visita foi de Donnie Mather, um dos atores do grupo nova-iorquino SITI Company dirigido por Anne Bogart que sistematizou o método dos Viewpoints para a criação em teatro. Sua visita a Uberlândia foi possível por meio da parceria entre o CTM e o projeto Culturarte promovido pela Diretoria de Culturas da UFU (Universidade Federal de Uberlândia) no qual ministrou a oficina “Suzuki e Viewpoints”.

ps: como não tenho foto da oficina do Donnie insiro do boteco mesmo! rs

Ficha técnica

Elenco: Adriana Moreira, Afonso Mansueto, Camila Tiago, Lucas Dilan, Marcella Prado, Priscilla Bello, Samuel Giacomelli
Direção: Narciso Telles Assistência de Direção: Getúlio Gois
Dramaturgia: Luis Carlos Leite Apoio Técnico: Marina Ferreira
Produção: Adriana Moreira, Priscilla Bello e Samuel Giacomelli
Figurino: Coletivo Teatro da Margem
Cenário: Coletivo Teatro da Margem
Direção e preparação musical: Guilherme Calegari

sexta-feira, 14 de maio de 2010

CTM no FITUB

O CTM estará no 23º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau:

Começou na terça-feira, 4 e terminou na quinta-feira, 6 a seleção dos espetáculos inscritos ao 23º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau, realizado pela FURB e que acontecerá de 9 a 17 de Julho no Teatro Carlos Gomes.  
O 23º FITUB recebeu 54 inscrições nacionais e 11 internacionais.  

Conheça os selecionados:
                  
Mostra Universitária Nacional
1) Hay Amor – Universidade Estadual de Campinas – SP
2) O Abajur Lilás – Universidade Federal de Santa Maria - RS
3) Ascensão e Queda da Cidade Mahagonny – Universidade Estadual de Campinas – SP
4) A Cena é Pública – Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) - RJ
5) A Noiva e o Condutor – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará– CE
6) Canoeiros da Alma – Universidade Federal de Uberlândia – MG
7) A Serpente – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – RJ

Mostra Paschoal Carlos Magno – Universitária Ibero-Americana
1) El Enfermo Imaginario – Universidad Nacional del Litoral – Santa Fé – Argentina
2) Ofélia – Instituto Universitario Nacional  del Arte – Buenos Aires – Argentina
3) Ene, Finos Discursos y Perra Catástrofe Universidad Finis Terrae – Santiago – Chile
4) Eteocles, Antígona, Polinices y otros hermanos – Universidad de Antioquia – Medellín – Colômbia
5) Tartarugas e Migração  –  Universidade Nova de Lisboa – Portugal.

Selecionadores
Participaram da comissão de seleção do FITUB os professores Walter Lima Torres, atualmente no Departamento de Letras Estrangeiras Modernas, atuando na área de francês e no Programa de Pós Graduação em Letras da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba; Heloíse Baurich Vidor, professora efetiva do Departamento de Artes Cênicas da Universidade do Estado de Santa Catarina, na área de Pedagogia do Teatro; Valmor Nini Beltrame, Professor Associado da Universidade do Estado de Santa Catarina e Membro de corpo editorial da Móin-Móin (UDESC); Pita Belli, coordenadora geral do FITUB e Cibele Bohn, servidora da FURB e coordenadora auxiliar do Festival de Teatro

Site da FURB

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO - Imperdível!!!

O Coletivo Teatro da Margem tem o prazer de apresentar a Uberlândia o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz com o espetáculo de Rua O Amargo Santo da purificação, além do workshop de Teatro de Rua e a Palestra Ói Nóis Aqui Traveiz - 32 Anos: O teatro de rua no Brasil

Confira:
ESPETÁCULO
 O AMARGO SANTO DA PUIRIFICAÇÃO
Dia 5 de abril, às 16h na praça Clarimundo Carneiro

O espetáculo de Teatro de Rua "O Amargo Santo da Purificação" conta a história de um herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. Na seqüência de cenas o público assiste momentos importantes desta trajetória: origens na Bahia, juventude, poesia, ditadura do Estado Novo, resistência, prisão, Democracia, Constituinte, clandestinidade, Ditadura Militar, luta armada, morte em emboscada e o resgate histórico, buscando um retrato humano do que foi o Brasil no século XX. É uma história de coragem e ousadia, perseverança e firmeza em todas as convicções. A coerência dos ideais socialistas atravessando uma vida generosa e combatente, de ponta a ponta. Marighella não abdicou ao direito de sonhar com um mundo livre de todas as opressões. Viveu, lutou e morreu por esse sonho. 

WORKSHOP 
TEATRO DE RUA
Dia 6 de abril, das 19 às 22h na Cia. Trupe de Truões (Av. Ana Godoy de Souza n° 381, Bairro Santa Mônica)

O workshop de Teatro de Rua (30 vagas) acontecerá de forma gratuita para atores e demais interessados a partir dos 16 anos. O Ói Nóis Aqui Traveiz acredita que a rua deve ser palco de um teatro que se assuma como constante repensar da sociedade. O cenário do espaço público exige do ator uma pré-disposição para lidar com todo tipo de imprevisto e um gesto ampliado capaz de prender a atenção dos cidadãos que acorrem casualmente. Em um encontro de três horas coordenado pelos profissionais do grupo, a oficina investigará o movimento e a voz para a ampliação do corpo do ator e a ocupação do espaço urbano.

PALESTRA
"Ói Nóis Aqui Traveiz - 32 anos:
O Teatro de Rua no Brasil"
Dia 7 de abril, às 19h na Ufu - Sala Camargo Guarnieri - bloco 3M - Campus Santa Mônica

A palestra "Ói Nóis Aqui Traveiz - 32 anos: O Teatro de Rua no Brasil", ministrada por Paulo Flores e Tânia Farias, abordará o Teatro de Rua como forma de democratizar o espaço cênico e a experiência da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz inserida neste cenário. Vinculado a bases populares ou partindo de experiências mais contemporâneas, o Teatro de Rua é uma das manifestações mais vivas e significativas das artes cênicas no Brasil de hoje.




quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Leminski diz:

Marginal é quem escreve à margem
deixando branca a página
para que a paisagem passe
e deixe tudo claro à sua passagem.

Marginal, escrever na entrelinha,
sem nunca saber direito
quem veio primeiro,
o ovo ou a galinha.

(Paulo Leminski)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Elas num Tempo Irrompido se apresenta no projeto Quinta na ATU



 SINOPSE DO ESPETÁCULO
Um triângulo. Três cadeiras. Quatro atrizes.
A tentativa é concretizar a força, os desejos e as angústias de mulheres a partir de questões que surgiram durante o processo. Para tanto,  apropriamos das obras de artistas que marcaram o início do século XX (Virginia Woolf e Frida Kahlo) e mesclamos às indagações das atrizes que compõe o espetáculo.
Imersas em seus anseios e vidas alheias de outrora o elenco constrói uma cena intimista, sutil e sensível, levando o espectador a presenciar emoções vivenciadas por Elas - criadoras de suas vidas e executoras de suas mortes.

FICHA TÉCNICA
Elenco
Marcella Prado
Marina Ferreira
Nádia Yoshi
Priscilla Bello

Direção
Camila Tiago

Cenário
Concepção e execução:
Lucas Dilan + Samuel Giacomelli

Figurinos
Concepção:
Samuel Giacomelli
Execução:
Marly Magalhães

Iluminação  
Concepção:
Camila Grimaldi
Execução:
Camila Tiago

Sonoplastia
Execução:
Lucas Dilan

Produção
Coletivo Teatro da Margem