quarta-feira, 8 de junho de 2011

Teaser "Elas Num Tempo Irrompido"

Vídeo-teaser maravilha da peça das 'meninas' do Coletivo Teatro da Margem. Postado aqui, para matar a saudade de quem viu ou aguçar a curiosidade de quem quer ainda ver. Aceitamos convites para apresentações. hahahaha.


Um triângulo. Três cadeiras. Quatro atrizes.

A tentativa é dar 'corpo' à força, desejo e angústia de mulheres, partindo da vida de artistas que marcaram o início do século XX, em junção às atrizes que compõe a peça.

Imersas em seus anseios e vidas alheias de outrora, elas constroem uma cena intimista, sutil e sensível, levando o espectador a presenciar emoções vivenciadas por Elas - criadoras de suas vidas e executoras de suas mortes.

Elas Num Tempo Irrompido

Direção: Camila Tiago

Elenco:
Nádia Yoshi
Priscilla Bello
Marina Ferreira
Marcella Prado

Iluminação:
Camila Grimaldi


Cenário
Concepção e execução:
Lucas Dilan
Samuel Giacomelli


Figurinos
Concepção:
Samuel Giacomelli
Execução:
Marly Magalhães


Vídeo/Edição:
F. Citton


Duração: 45 min.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A Saga em Uberaba

Este é o primeiro video sobre a circulação do espetáculo "A Saga no Sertão da Farinha Podre" pelo triângulo mineiro. Este é o primeiro espetáculo de rua do Coletivo Teatro da Margem.
A primeira cidade da circulação foi Uberaba, onde estreamos o espetáculo.
A circulação ainda contará com apresentações em Ituiutaba, Patos de Minas, Iturama e Uberlândia, e no segundo semestre circularemos pela periferia de Uberlândia dentro do projeto "Encontros Periféricos" promovido pelo Coletivo GOMA e a CUFA Uberlândia.

terça-feira, 17 de maio de 2011

"A Saga no Sertão da Farinha Podre" estreia essa semana

O novo espetáculo do Coletivo Teatro da Margem A Saga no Sertão da Farinha Podre estreia esse fim de semana em Uberaba, na praça São Judas Tadeu às 17h, dando início à circulação do espetáculo por algumas cidades do Triângulo Mineiro - passaremos também por Iturama, Ituiutaba, Patos de Minas, Araguari e Uberlândia, sendo que nessa última (nossa "cidade natal") faremos uma apresentação central e em seguida seguiremos circulando pela periferia dentro da programação do projeto Encontros Periféricos realizado em parceria com o GOMA e a CUFA.





Confira os locais e horários das apresentações no nosso Blog

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terça-feira, 15 de março de 2011

Objetos Sólidos no GritoEncena

Grito Rock América Latina chega a Uberlândia com integração de linguagens artísticas
Edição local do festival integrado contempla música, teatro, cinema, literatura, artes visuais e ainda traz série de debates e oficinas no Observatório Fora do Eixo.


Nesta semana, Uberlândia se soma à rede de mais de 130 cidades de 10 países das Américas que este ano produzem o Grito Rock, maior festival integrado do mundo. Shows musicais, espetáculo teatral, cineclube, exposição de artes visuais, intervenções cênicas e poéticas, debates e oficinas ocupam, de 15 a 19 de março, o Vinil Cultura Bar, o Campus Santa Mônica da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), a sede da Fundação de Aprendizagem e Desenvolvimento Social do Menor (FADESOM) e a Casa Verde, sede do Goma - Cultura em Movimento, Ponto de Articulação do Circuito Fora do Eixo em Uberlândia, que realiza a 5a. edição do festival integrado na cidade.

A programação do Grito Rock Uberlândia começa com o Observatório Fora do Eixo (Observatório FDE), projeto que circula os Pontos do Circuito Fora do Eixo no Brasil e na América Latina, com atividades de debate e formação. Na sexta, o festival tem continuidade com o Grito EnCena, ação de artes cênicas que traz espetáculo teatral e intervenções. As atividades de sábado começam ainda pela tarde, com exibição gratuita d’OLuminoso - Cinema Livre no bairro Presidente Roosevelt, e se encerram no Vinil Cultura Bar, palco dos shows, das intervenções cênicas, da exposição itinerante ExpoGrito e do lançamento do fanzine de poesias OrFEL.

Grito EnCena

O Grito EnCena promove a circulação de artistas cênicos durante o Grito Rock. Em Uberlândia, a ação acontece no bloco 3M do Campus Santa Mõnica da UFU, no sábado, 19 de março, a partir das 19 horas, com o espetáculo “Objetos Sólidos”, do Coletivo Teatro da Margem, de Uberlândia. Nas noites de sexta (18) e sábado (19) ainda acontecem intervenções no Vinil Cultura Bar, a partir das 20 horas.


domingo, 13 de março de 2011

Processo de Criação #15 - Das vozes que sentenciam: Platonas, Creontes, Profetas e outros mais

"[...] a palavra é um ato de poder, o que equivale a afirmar que ela não é apenas um entre os seus outros símbolos, mas o seu exercício. O direito de falar e ser ouvido é o ofício do senhor. Os súditos calam ou repetem a palavra que ouvem, fazendo seu o mundo do outro. Porque a diferença entre um e outros está em que o primeiro detém a posse do direito de pronunciar o sentido do mundo e, por isso, o direito de ditar a ordem do mundo social. Ele é quem transformou um dever coletivo e anterior de dizer, no poder de ditar e ser, assim, obedecido; enquanto os outros, não tendo sido expulsos do ato de falar - todos falam, em toda parte - existem à margem do lugar onde se fala aquilo que transforma o mundo. Quem disse que sempre a fala do justo é justamente a palavra necessária? Verdadeira, quem garante que por isso mesmo ela seja legítima?"

Trecho retirado de:
BRANDÃO, Carlos Rodrigues. Educação Popular. São Paulo: Brasiliense, 1985. (2ª ed. )

quarta-feira, 9 de março de 2011

Processo de Criação #14 - A Sentença Prevista

"O poeta oscilará entre as sentenças mal concebidas do crítico, e os arestos caprichosos da opinião; nenhuma luz, nenhum conselho, nada lhe mostrará o caminho que deve seguir, — e a morte próxima será o prêmio definitivo das suas fadigas e das suas lutas."

Trecho de Obra Completa de Machado de Assis,
Rio de Janeiro: Nova Aguilar, vol. III, 1994.

http://jornale.com.br/wicca/wp-content/uploads/2010/10/poeta.jpg

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Objetos Sólidos no Projeto Conexão Teatral III


PROJETO CONEXÃO TEATRAL III
SEMANA DE ABERTURA DOS
CURSOS DE TEATRO E DANÇA
Interfaces do Teatro e da Dança: corpo e coletivo de criação
de 21 a 25 de fevereiro de 2011



Espasmos. Recolhermo-nos em nós mesmos numa tentativa de ir ao encontro do ser. “Por vezes é estando fora de si que o ser experimenta consistências” (Bachelard). Objetos Sólidos traduz a investigação do corpo movimento e suas reverberações espásmáticas ou não, nos possíveis ambientes em que possa acontecer.


Concepção e Performance: Jhonatan Rios e Priscilla Bello
Operação som: Marina Ferreira
Cenário, criação: Jhonatan Rios e Priscilla Bello
Execução: Noé Procópio Vieira
Figurino, criação: Jhonatan Rios e Priscilla Bello
Execução: Ângela Machado e Auxiliadora

sábado, 29 de janeiro de 2011

Processo de Criação #12 - O Clóvis

LENDA DE CLÓVIS, O BATE-BOLA
Na Itália do século dezessete, numa cidade chamada Veneza, existia um Carnaval onde as pessoas saíam com máscaras brancas e graciosas pelas ruas acompanhadas com suas fantasias. Naquela época só eram permitidas máscaras claras, porque as escuras eram consideradas como disfarces do demônio. Numa destas festas de Veneza, três adolescentes amigos resolveram sair mascarados: Luigi, Giovani e Pedro. Eles estavam tão empolgados com a festa que beberam demais e acabaram saindo da cidade em direção a um caminho repleto de sítios e fazendas. No meio daquela estrada, Giovani avistou algo estranho num chiqueiro de porcos e disse:
- Olhem, lá:
- Parece que existe um velhinho caído no meio dos porcos!
Os rapazes aproximaram-se do lugar e viram um idoso fantasiado de palhaço, sem máscara e sem maquiagem, caído no local. Então Luigi falou:
- Este ancião está tão bêbado que perdeu a máscara e enfiou-se no chiqueiro!
- Vamos dar um susto nele?!
Assim os jovens sufocaram o pobre velhinho contra a lama. De repente, Pedro exclamou:
- É melhor pararmos com isto!
- Pois acho que este homem morreu porque o pulso dele não dá mais sinal!
- Vamos embora daqui!
Após estas palavras os adolescentes saíram correndo e voltaram ao Carnaval de rua. No meio da festa Luigi comentou, para os amigos, apontando para uma pessoa:
- Olhem aquele homem perto do carro alegórico cor-de-rosa!
- Ele parece com o idoso que estava caído no chiqueiro. Só que agora ele veste uma máscara vermelha de diabo e carrega nas mãos uma bola feita de bexiga de porco.
Desta maneira o sujeito misterioso aproximou-se dos garotos e disse:
- I am Clown ...
- I am a Hell’s Clown!!!
Giovani pediu ao colega:
- Pedro, você que é inteligente, por favor traduza o que este homem está falando!
O companheiro respondeu:
- Eu creio que ele falou em Língua Inglesa. Mas, o problema é que não sei nenhuma palavra em Inglês.
- Acho que este ser falou que o nome dele é Clóvis!!!
Naquele mesmo segundo o palhaço misterioso jogou sua bexiga suína em direção a estes rapazes. Assim surgiu uma nuvem de fumaça branca e eles desapareceram. A multidão pensando que a mágica fazia parte do espetáculo aplaudiu o número.
A partir daquele dia, este ser misterioso, com sua máscara demoníaca acompanhada da sua bola de porco, passou a aparecer nas festas de rua do Carnaval de Veneza. Pouco a pouco as pessoas começaram a admirar o seu traje e por isto algumas passaram a se vestir igual a esta criatura nos bailes carnavalescos. Deste jeito esta fantasia passou a ser chamada de Clóvis, pois foi derivada da palavra Clown, que significa palhaço em Inglês. A tradição carnavalesca deste traje foi trazida, no século dezenove, pelos europeus ao Rio de Janeiro e dura até os dias atuais. As pessoas usam o traje de Clóvis pelas ruas com o objetivo de representar a alma do Palhaço assassinado que até hoje, procura pelos seus algozes na época carnavalesca.



CARNAVAL, BEXIGA, FUNK E SOMBRINHA

Duração:
63 minutos (1 hora e 3 minutos)
Gênero:
Documentário
Direção:
Marcus Vinícius Faustini
Ano:
País de origem:
BRASIL


Uma radiografia do trabalho feito pelos mais de 70 grupos de clóvis, ou bate-bolas, existentes na zona oeste  do Rio de Janeiro. Ao mesmotempo em que mantêm viva a tradição do Carnaval de rua, os gruposlevam às últimas consequências os preparativos  para a festa, que têminício 361 dias antes da saída dos blocos.












quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Processo de Criação #10 - Um ritual vazio e ineficaz

Um dos mitos mais comoventes e ambíguos da civilização ocidental fala de um homem que busca sua origem. No caminho para a sua identidade, mata o pai, gera filhos-irmãos com a mãe e leva a peste a toda uma população. Exila-se, vai-se solitário. Mas uma menina o segue. Alguns anos depois, quando ela retorna a sua cidade, tebanos chocam-se com tebanos. Irmãos divertem-se torturando irmãos. Crianças carregam armas; aprenderam a degolar. Violência e horror: Tebas é o coração das trevas.
Antígona toma uma posição perante a guerra civil, na qual seus irmãos se mataram mutuamente. Não defende seu tio Creonte e as leis do estado que ele representa. E não foge as colinas para unir-se ao exército de seu irmão em guerra contra o estado. Conhece o papel que escolheu e cumpre a ação que lhe permite ser leal a esse papel. Sai de noite e vai ao campo, pega um punhado de poeira e o espalha sobre o cadáver de seu irmão, ao qual Creonte negou a sepultura. Um ritual simbólico, vazio e ineficaz contra o horror, que ela cumpre por uma necessidade pessoal, pagando com a vida.
Este é o teatro: um ritual vazio e ineficaz que preenchemos com nossos “porquês”, com nossas necessidades pessoais. Que em alguns países do nosso planeta é celebrado na indiferença e que em outros pode custar a vida de quem o faz.

(BARBA, Eugenio;  A Canoa de Papel – Tratado de Antropologia Teatral. Pg137)

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